O que fazer em Bariloche no verão – dicas, passeios, hospedagem, restaurantes:

O que fazer em Bariloche no verão?

Eu realmente não sabia que o verão em Bariloche é famoso e a cidade fica lotada. A gente escuta muito falar sobre o inverno, como é bom esquiar e ver neve por essa região, mas eu fiquei pensando: o que fazer em Bariloche no verão? Será que presta? Será que tem coisas interessantes para se ver e fazer? Sim, tem tanta coisa para fazer que você vai precisar se organizar direitinho e tentar fazer tudo que te agrada.

Fomos pra Bariloche, já bem perto do verão, no início de Dezembro de 2019. Ainda ventava bastante, mas não estava frio insuportável. As vezes, dava pra ficar sem casaco. Pegamos só um dia de chuva e, mesmo assim, ainda deu pra curtir a cidade. A cidade já estava cheia e, perto de irmos embora, já próximo do natal, estava lotada.

São muitas paisagens maravilhosas. Já saímos do aeroporto babando várias coisas lindas que vimos pelo caminho, inclusive muitas flores. Nessa época, ainda se vê um restinho de neve bem longe, no topo de algumas montanhas, mas para quem quer neve e esquiar, tem que ir no meio do ano.

bariloche-verao-1-1024x680 bariloche-verao-2-1024x680

Onde se hospedar?

Nos hospedamos num hotel incrível e bem localizado, perto do centro, o NH Bariloche Edelweiss. O café da manhã é bem delicioso, com muitas opções. A piscina é uma delícia, com água bem morna e com uma vista linda, lá no ultimo andar. Só tenho elogios a fazer, desde os funcionários, super atenciosos, as instalações e as comidas. Dentro do hotel também tem uma agência de turismo e foi nela que fechamos o passeio de barco para Puerto Blest.

Mas, e aí? O que fazer em Bariloche no verão? Bom, vou listar aqui todas as dicas válidas, inclusive alguns perrengues que passamos no aeroporto e com aluguel do carro. Dicas de onde trocar dinheiro, quais passeios vale a pena, onde comer e muito mais.

Quer visitar mais um destino incrível na América do Sul? Da uma olhada no nosso roteiro pelo Chile.

nh-hotel-1-1024x680
NH Edelweiss Bariloche
nh-hotel-2-1024x680
NH Edelweiss Bariloche

Quais passeios imperdíveis?

De cara, já digo que não da para deixar de fazer o Circuito Chico. Eu sempre lia isso nos blogs, mas confesso que não levei muito a sério e quase que a gente deixava de fazê-lo. Mas, foi o dia que vi as paisagens mais bonitas e é tudo por Bariloche. Dá para fechar com alguma agência ou fazer de carro. A gente alugou um carro e foi ótimo porque ficávamos o tempo que queríamos nos lugares. São 65km de percurso, que dura umas 4h.

O Circuito Chico começa no Centro Cívico, na Avenida Ezequiel Bustillo e vai seguindo o caminho do Lago Nahuel Huapi. A primeira parada é no lugar que tem a vista que eu achei a mais linda de todas, o Cerro Campanário. Você pega um teleférico para ir até lá em cima, onde tem uma vista belíssima para a Cordilheira dos Andes. Tem também outros mirantes com vistas maravilhosas. Há uma confeitaria com vista privilegiada.

A segunda parada é na capela de San Eduardo, que tem uma vista bem legal pro Hotel Llao Llao e fica pertinho do Puerto Pañuelo. A capela é toda de madeira, pequena e bonita. E por ser um ponto mais alto, dá uma vista bem legal.

O trajeto “original”, tem uma parada na fábrica de Rosa Mosqueta, mas acho isso bem opcional. Não paramos nela. E muita gente vai até o Hotel Llao Llao e dá pra conhecer uma parte dele. O circuito termina retornando ao ponto inicial.

cerro-campanario-1024x680
Cerro Campanário
llao-llao-1024x680
Capela de San Eduardo – Vista Llao Llao

Passeio de barco:

Outro passeio que fizemos, foi o Puerto Blest, que é um dos mais indicados. Esse é de barco e fechamos na agência do hotel. É um dos mais caros (custou 3190 pesos por pessoa) e dura o dia todo. Tem como ficar mais barato se você não optar pelo transfer até o porto (430 pesos, cerca de 29 reais) e também se não quiser fazer a parte “extra” pegando outro barco quando chega em Puerto Blest.

Uma das paradas é na Cascata de Los Cántaros, onde há uma trilha, em madeira, com várias escadas, passando por algumas cachoeiras até chegar a origem da cascata. A outra parada é em Puerto Blest, mas de lá sai outro passeio, opcional, de barco, que vai pelo Lago Frías até próximo ao Cerro Tronador, que fica na fronteira entre o Chile e a Argentina. Esse trecho do passeio, custou 800 (54 reais) pesos. Você pode optar não fazê-lo, caso queria economizar ou não ache necessário. É bonito, interessante, mas também não demora muito tempo.

 

puerto-blest-1024x680
Passeio Puerto Blest
puerto-blest-2-1024x680
Passeio Puerto Blest

alugando um carro e fazendo nosso próprio passeio:

Rota dos 7 lagos, de quebra visita Villa la Angostura e San Martin de los Andes, duas cidades muito fofas, pois o percurso é entre elas. A rota tem 110 km de extensão e a pista é boa, é um trecho da Ruta 40. Saímos de Bariloche e começamos por Villa la Angostura. Inclusive almoçamos num lugar muito bom (vou deixar mais abaixo os detalhes), e depois fomos seguindo a rota até San Martin de los Andes. Tem gente que faz a rota ao contrário, isso fica a critério. O nome é Rota dos 7 lagos, mas pelo caminho, é possível passar por 11. Pelo caminho, sempre há placas dizendo que está próximo de algum lago, é bem fácil achar.

Paramos nesses lagos:  Lago Espejo, Lago Correntoso, Lago Escondido, Lago Villarino, Lago Falkner, Cascada Vuliñanco, Lago Machónico, Valle del Arroyo Pil Pil, Lago Lácar. Todos eles tem lugar pra parar o carro.

Passeios famosos, só fizemos esses. Os outros dias, aproveitamos para ir na Cervejaria Patagônia, que vale muito a pena conhecer, tem uma vista maravilhosa e o lugar é muito agradável. Andamos pela cidade, curtimos o hotel e aproveitamos para comer muito bem (mais abaixo vou deixar a dica de todos os restaurantes que fomos e são imperdíveis!).

cervejaria-patagonia-1-1024x680
Cervejaria Patagonia
cervejaria-patagonia-2-1024x680
Cervejaria Patagonia

Outros passeios famosos:

Vou listar aqui alguns passeios que ficamos com vontade de fazer, mas por falta de tempo, terminamos deixando de lado. Mas, ainda assim, fizemos tudo que queríamos fazer, até porque prefiro uma viagem que dê pra curtir bem o lugar, sem aquela obrigação de estar fazendo passeios programados todo dia.

Circuito Grande é outro passeio que muita gente faz com alguma agência de turismo, dura o dia todo e ainda visita duas cidades, Villa Traful e Villa La Angostura. Esse é um passeio que não se faz no inverno, ou seja, só da para fazê-lo de setembro a maio. São percorridos, cerca de 240 km. Nesse passeio você vai ver muita natureza e história, dizem que é bem bonito.

Isla victoria + Bosque Arrayanes é outro passeio que se faz de barco. Muita gente gosta, mas também vi opiniões que não é lá essas coisas e se tiver que escolher um passeio, feito a gente fez, o melhor é para o Puerto Blest (quem fez os dois fala que é mais interessante). Muita árvore, natureza e trilhas por esse passeio.

O que mais tem pra fazer em Barilhoche?

Fora os passeios, não da pra deixar de andar pela cidade, parar nas famosas lojas de chocolate e comer muita coisa deliciosa, visitar vários lugares com vistas incríveis (tem muitos pontos espalhados).

Falando em vistas panorâmicas, no circuito chico você vê uma das vistas mais lindas de todas, que é no Cerro Campanário. Outro lugar bem famoso é o Cerro Otto, onde tem uma confeitaria giratória e que no inverno é uma estação de esqui, mas no verão rola outras atividades, como escorrego com boias (a gente não foi nele, mas parece ser bem legal).

Outro lugar bem interessante que não conseguimos visitar é o Refugio Berghof. Tem uns passeio por ele, com trilhas e alimentação inclusa e ouvi falar muito bem, além de ser um lugar lindo.

Bariloche tem muitas praias e nessa época já tem muita gente curtindo, fazendo piquenique, andando de caiaque. Em Janeiro, que fica melhor ainda pois, o vento já não está tão frequente.

Tem várias cervejarias espalhadas pela cidade, para quem gosta, vale a pena visitar mais de uma.

 

Visite algumas lojas de chocolate em Bariloche:

São várias espalhadas pela cidade, mas escolhemos 3 pra visitar:

A Rapa Nui – Muito boa! Ela é bem grande e dentro, ainda tem uma pista para quem quiser patinar no gelo. Comemos umas sobremesas e tomamos um cafezinho. Tudo delicioso. O sorvete é bem famoso, mas não experimentamos.

A Mamuschka – é uma fofura de tão linda. Passamos nela só pra comprar lembrancinhas, eu achei tudo muito bonitinho, ideal pra dar presentes. Provamos uns chocolates e também é uma delícia.

Havanna – Ela fica mais afastada, na Av. Exequiel Bustillo 1200, não é no centro onde tem as outras duas que eu citei. Fomos de carro. Você pode conhecer o museu do chocolate, visitar a fábrica e provar umas delícias. Tem a parte da cafeteria e da lojinha, onde comemos umas coisas por lá e também levamos uns chocolates pra casa.

rapanui-1024x680
Rapanui – Mil Hojas + Café

Onde trocar dinheiro:

No centro, tem gente na rua que fica oferecendo câmbio, trocamos uma vez em uma dessas lojas e o preço foi realmente bom. Trocamos real por peso e a cotação saiu 1 real a 16 pesos. Mas sabe qual a melhor forma? Principalmente pra quem levar dólar, é sempre bom perguntar no restaurante que você estiver comendo, se aceitam dólar. A maioria aceita e o câmbio geralmente é melhor que nas casas de câmbio. Trocamos uma vez na Rapa Nui, quando comemos lá e saiu 1 dólar a 68 pesos. Agora assim, a cotação de câmbio varia muito na argentina, talvez quando você viajar, esses valores estarão completamente diferentes, a inflação lá é bem alta. Ideal ficar acompanhando pela internet.

Onde comer:

Ainda se come muito bem por um preço muito bom. Fomos em restaurantes maravilhosos e dois estão nas primeiras colocações da minha lista.

  1. O primeiro lugar vai para o Alto El Fuego. Tanto que fomos duas vezes nele. A carne é sensacional e você pede as guarnições por fora. Pedimos chorizo (entrada), Ojo de Bife (da pra 2 pessoas), arroz e batata frita, duas taças de vinho e água. A conta deu 2015 pesos, cerca de 138 reais (preço muito bom para a qualidade da comida). Lota rápido e lugar é pequeno, ideal reservar antes.
  2. O segundo lugar vai para um restaurante que era colado com nosso hotel. Achei ele pau a pau com o Alto El Fuego. Chama-se Huacho e pedimos parecido com o primeiro restaurante. O preço também deu quase igual.
  3. Manush – Costuma ficar bem lotado, mas é grande. É uma cervejaria com vários tipos de cerveja e que tem uma culinária bem gostosa. Comemos uma trucha e uma pizza, uma cerveja e uma limonada. A conta deu 1255 pesos, cerca de 86 reais.
  4. Breogan – Comemos nesse espanhol, que fica perto do hotel, é mais simples mas gostei da comida.  Comemos paella e trucha, uma taça de vinho, deram entradinha e no fim licor. Não lembro exatamente quanto deu a conta (não achei nas anotações que fiz), mas foi o lugar mais barato que comemos e valeu a pena.
  5. La Tasca – Esse fica em Villa la Angostura e achamos pelo tripadvisor. Comemos uma paella, que dava para duas pessoas. Uma delícia. Não anotei os preços, mas parecido com os outros que fomos.
alto-el-fuego-1024x680
Alto El Fuego – Ojo de Bife com Papas Fritas

Onde comprar vinho:

Ta aí uma coisa que vale a pena. Argentina tem vinhos fantásticos e os preços são excelentes. Quem acompanhou nossos stories, viu a discrepância dos preços ao comprar um vinho argentino no brasil. Achamos essa loja bem pertinho do nosso hotel, Tinto wine store, e foi um achado e tanto. O dono do lugar deu dicas maravilhosas e a maioria nem era o vinho mais caro. Pra vocês terem uma noção compramos o vinho Gran Enemigo 2015, que custava 1997 pesos, convertendo no dia, ficou uns 125 reais. No Brasil, esse mesmo vinho custa cerca de 600 reais (isso na internet, em loja deve ser mais caro ainda). Esta tudo salvo lá nos stories de Bariloche, quem quiser dar uma olhada (eu até coloquei o preço errado no dia, mas não mudou muita coisa a conversão, é assustadora a diferença do preço lá e no Brasil).

tinto-wine-store-1024x680
Tinto Wine Store

Alguns perrengues que passamos:

Aluguel de carro:

Dica preciosa é alugar antes, pela internet mesmo. Dependendo da época que você vai, muita gente aluga carro e fica até difícil encontrar um do jeito que você queira. Cuidado onde vai alugar. Tivemos uma experiência um pouco desagradável com a Rentacar que fica perto da catedral de Bariloche.

Alugamos um carro mais simples, só que ele já estava com a quilometragem bem elevada e não tão bem conservado, mas tudo bem, não vimos problemas quanto a isso. O pior foi que a bateria do carro deu problema em um dos dias. A locadora enviou um funcionário que resolveu o problema, mas o dono insistiu em dizer que isso só aconteceu por culpa nossa e que teríamos que pagar uma taxa a mais, por esse fato. Enfim, ele não estava nem aí pra a gente, não fizemos nada de errado, mas mesmo assim tivemos que pagar por algo que não tivemos culpa. Um conselho que dou é não pegar um carro tão rodado, esse tinha quase 100.000km.

 

Sobre a cia Aerolíneas Argentinas:

Outro “estresse” que passamos. Compramos nossas passagens, por essa cia, apenas a volta Bariloche – Buenos Aires. Desde o início, ainda no Brasil, não conseguimos adicionar malas (pois pagando pelo site, sai bem mais barato que pagar no aeroporto). Tentamos por vários dias e sempre dava erro.

No dia que fomos embarcar, explicamos o ocorrido, mostramos vários prints do site dando erro, inclusive a gente já tinha falado com uma funcionaria outro dia, que nos disse que se não conseguíssemos, pagaríamos o mesmo valor na hora, sem problema. Mas, não foi isso que aconteceu. Na hora, o funcionário disse que não podia fazer nada e tínhamos que pagar o valor integral. Ainda confirmou que era um erro do site que nós compramos, mas que mesmo assim teríamos que pagar o valor do aeroporto. Eu fico indignada com certos tipos de tratamento. Pra piorar, o limite de peso de bagagem é 15kg, diferente da latam, que pegamos na ida a Bariloche, e por causa disso tivemos que pagar peso adicional. Evitaria ao máximo viajar por essa cia novamente.

O que achei da viagem em geral?

Sendo bem sincera, está longe de ter sido minha viagem favorita, até porque sou fã de praia e calor. Mas, gostei bastante. As paisagens são realmente encantadoras, as comidas deliciosas e com preço excelente, a cidade é muito agradável, é um lugar legal e fácil pra pegar um carro e sair por aí. Para quem gosta de passeios turísticos, são várias opções, desde trilhas a passeios de barco. Quem gosta de chocolate, cerveja e vinho, pode ter certeza que vai ter muitas opções boas. Fomos no verão e até que eu voltaria no inverno, pois dizem que é bem legal a época de neve!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *